Corredores Fluminenses - Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói)

O conceito de seu projeto remonta a 1875, visando a ligação entre os dois centros urbanos vizinhos, separados pela baía de Guanabara ou por uma viagem terrestre de mais de 100 km, que passava pelo município de Magé. À época havia sido concebida a construção de uma ponte e, posteriormente, de um túnel. Entretanto, somente no século XX em 1963, foi criado um grupo de trabalho para estudar um projeto para a construção de uma via rodoviária.


Na construção da Ponte Rio–Niterói, alguns dos seus 10.500 operários morreram afogados na baía de Guanabara. Aí começa a lenda... Durante a construção deste gigantesco monumento, de certo houve muitos acidentes, alguns graves, provocando até a morte de operários. Às vezes por algum descuido um homem caia do alto da ponte, outro caia da embarcação.... Cerca de 5 funcionários morrem atropelados na Av. Brasil quando faziam sinalização da obra.


Jornal O Globo

Destas mortes criou-se uma das mais famosas LENDAS URBANAS do RJ: 

Durante a fundação submarina da ponte, vários mergulhadores teriam se afogado. Reza a lenda que existem nas colunas da ponte, centenas e centenas de homens “nordestinos’ que por inexperiência teriam ficado presos e ali morreram no concreto”.

Hoje quando se caminha na parte interna da ponte, (área restrita a manutenção), é possível ouvir os gritos de socorro dos fantasmas daqueles pobres trabalhadores.. Há quem diga que tudo isso é verdade: Ou não... Mas LENDA URBANA é isso; se inspira em fatos reais e sobrevive da imaginação e credibilidade que lhe é dada pelas pessoas.




A Ponte Presidente Costa e Silva (Ponte Rio-Niterói, ou simplesmente Ponte) foi inaugurada em 1974, ligando a Guanabara à capital do então Estado do Rio. A obra, além de ser um marco de engenharia, marcou profundamente a relação entre a cidade do Rio, o território fluminense e o novo estado posteriormente formado.



Antes da Ponte, o Estado do Rio podia ser dividido em duas metades: uma mais ligada à Guanabara, até pelo fácil acesso (Costa Verde, Vale do Paraíba e Petrópolis); e outra (parte da Região Serrana, Norte/Noroeste, Região dos Lagos), muito conectada a Niterói. Tal cisão, além de dificultar o crescimento da Região dos Lagos (perdia-se um tempo enorme dando a volta no Contorno para acessar a RJ106 em Tribobó), refletia-se nas linhas de ônibus: os horários de linhas como Rio x Barra Mansa e Rio x Petrópolis são mais frequentes do que as variantes para Niterói.












Da mesma forma, a Rio Minho era um bom exemplo desse quadro impensável nos dias atuais: a Nova Iguaçu x Magé é descendente direta da antiga Niterói x Nova Iguaçu via Contorno (601 I no Detro), que fazia o único caminho possível em terra firme. Da mesma forma, as atuais linhas da Rio de Janeiro nada mais são do que ligações entre a antiga capital e os municípios periféricos, como Magé.

As primeiras linhas que trafegavam pela Ponte, ainda interestaduais, foram as seguintes:
Alcântara x São Cristóvão - 1001 (atual 721, da Fagundes)

Alcântara x Penha - 1001 (posterior 723D da Rio Ita, gerou a atual 718D da Fagundes)

Venda da Cruz x Bangu - Coesa (atual 424D da Mauá, esticada para Alcântara e Cpo. Grande) 



Neves x Vila Isabel - Coesa (atual 423A)

Fonseca x Madureira - Coesa (esticada para Tribobó, posterior 708D da Rio Ita, gerou a atual 719D da Fagundes)

Venda da Cruz x Méier - Expresso Alcântara (esticada para Alcântara, atual 533D da Mauá) 



Santa Rosa x Vila Isabel - Leblon (atual 703D da Garcia)

Fonseca x São Cristóvão - Fluminense (atual 725D)

Barreto x São Cristóvão - Leblon (atual 702 da ABC).


Muitas dessas linhas foram esticadas e alteradas, o que de certa forma mostra a expansão da grande Niterói. Após esse período, diversos outros itinerários foram criados, e o sistema ficou com a configuração atual.


Ponte Rio-Niterói passa a ter linhas de ônibus expressas 



A Nem todos os ônibus que trafegam pela Ponte Rio-Niterói fazem parada no ponto de ônibus da Ilha do Mocanguê, para embarque e desembarque. A sugestão da estratégia partiu da EcoPonte, da Polícia Rodoviária Federal e dos próprios usuários, que enfrentam o congestionamento de acesso ao ponto do Mocanguê e sofrem com a demora decorrente do embarque e desembarque naquele local, atrasando a chegada ao destino final de suas viagens.



Somente os ônibus não expressos – que irão parar no ponto do Mocanguê para embarque e desembarque, estarão com adesivos de identificação, os que vão passar direto pelo ponto não terão portanto o adesivo na frente do ônibus.
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