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Rotas Fluminenses: Caminhos Metropolitanos

No início do século 20, o Brasil tinha apenas 500 km de estradas e uma simples viagem de carro entre Rio de Janeiro e São Paulo levava 33 dias.


Com 66,5km de viagem, a linha 8146D liga o Terminal Garagem Menezes Cortes (Castelo) no Centro da cidade do Rio de Janeiro ao Terminal Rodoviário Jacinto Luiz Caetano (Terminal do Povo) no Centro da cidade de Maricá, atendendo ainda os municípios de Niterói e São Gonçalo, onde acessa a RJ-106 Rodovia Governador Amaral Peixoto. Entre os dois extremos, a linha faz parada em apenas 10 pontos, sendo dois no Centro do Rio e os demais em território maricaense.

Cinqüenta anos depois, o país conheceria um grande impulso para o desenvolvimento do modelo rodoviário, que privilegiaria veículos de carga, utilitários e automóveis, em detrimento de outros meios de transportes. É verdade que, antes da década de 1950, a elite brasileira já apoiava o modelo rodoviário.



O presidente Washington Luiz, em 1926, no seu discurso de posse, diria que "Governar é abrir estradas". Mas foi no governo de Juscelino Kubitschek (1956-60), a partir do "Plano de Metas: 50 anos em 5", que esse modelo deu um grande salto, impulsionado pelas indústrias automotivas, que pressionavam o governo a construir estradas e, ao mesmo, estimulavam o uso de veículos (o que, é claro, aumentou o consumo de combustíveis derivados de petróleo).


Com 84km de viagem, a linha 1906B liga o Terminal Augusto Severo (Passeio) no Centro do RJ à Praça Cara Nova no Centro de Paracambi, atendendo ainda os municípios de São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica, trafegando pela BR-116 Rodovia Presidente Dutra. A linha seletiva, realiza o serviço Expresso, trafegando ainda pela RJ-071 Avenida Presidente João Goulart (Linha Vermelha).

A cidade do Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX, possuía uma população em torno de 300 mil pessoas, contra uma população na cidade de São Paulo de apenas em torno de 30 mil pessoas. A partir de 1880, com o surgimento do complexo cafeeiro paulista, a economia do estado de São Paulo passou a crescer mais do que o conjunto da economia carioca e fluminense, aparecendo em 1920, como a principal economia do país.



No entanto, apesar de a cidade do Rio de Janeiro apresentar uma contínua perda de posição relativa comparativamente a São Paulo, no correr de todo século XX, entre 1920 e 1960 o dinamismo carioca manteve-se próximo ao da média nacional. Isso se deveu ao fato de, apesar de perder continuamente posição relativa no cenário industrial da economia brasileira, o antigo Distrito Federal, como sede do poder, continuava a atrair e gerar investimentos nesse período. 



Com 49,5km de viagem, a linha 2486C liga o Terminal Augusto Severo (Passeio) no Centro do RJ ao Terminal Rodoviário de Xerém, no distrito de mesmo nome na cidade de Duque de Caxias. A linha possui ainda a versão "Parador" (Av. Brasil), contando também com horários partindo do Terminal Rodoviário Coronel Américo Fontenelle (Central).

Além disso, o antigo estado do Rio de Janeiro foi cenário de investimentos federais, como a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional, Fábrica Nacional de Motores, Refinaria Duque de Caxias e Companhia Nacional de Álcalis, investimentos estes cujas decisões locacionais estavam relacionadas à proximidade da antiga Capital Federal e à existência de uma tendência dominante no governo central a favor da realização de um contraponto no país ao predomínio econômico paulista . Registre-se que, entre os investimentos destacados, os três primeiros ocorreram na periferia da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.



Tal crescimento demográfico, entre 1940 e 1960, no estado do Rio de janeiro, derivou, em boa medida, da forte migração para a cidade do Rio de Janeiro, que, como Capital da República e centro financeiro, sede de empresas privadas e públicas e centro cultural do país, apresentava particulares oportunidades de emprego.


Com 35,5km de viagem, a linha 1512B liga o Terminal Garagem Menezes Cortes (Castelo) no Centro do RJ à estaçaõ Ferroviária de Coelho da Rocha, no distrito de mesmo nome na cidade de São João de Meriti. A linha possui ainda, alguns horários partindo de Vilar dos Teles.

A migração teve como destino não só a cidade do Rio, mas também cidades periféricas a ela, que passaram a apresentar um crescimento demográfico explosivo entre 1940 e 1960:



  • Duque de Caxias:

Município da Baixada Fluminense mais próximo do Centro da cidade do Rio de Janeiro, a população saiu de 29.613 para 243.619 habitantes.


Com 37km de viagem, a linha 415C liga o Terminal Rodoviário Coronel Américo Fontenelle (Central) no Centro do RJ ao ao bairro Olavo Bilac no município de Duque de Caxias.
  • São João de Meriti



Teve crescimento populacional de 39.569 para 191.734 habitantes

  • Nova Iguaçu

A população passou de 29.859 para 181.440 habitantes


Com 42,5km de viagem, a linha 1960B liga o Terminal Garagem Menezes Cortes no Centro do RJ ao Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu, no Centro da cidade de mesmo nome, atendendo ainda os municípios de São João de Meriti, Mesquita e Belford Roxo.

  • São Gonçalo

Passou de 85.521 para 247.754 habitantes


O Arco Metropolitano, inaugurado em 2014, pode ser um instrumento de adensamento produtivo para a periferia metropolitana, gerando emprego e renda privada e para as prefeituras. No entanto, para que isso ocorra é necessário não apenas o funcionamento do Arco, mas também um conjunto de outros pressupostos, como uma coordenação de políticas integradas entre as prefeituras, o Governo Estadual e o Governo Federal, que permita a geração de infraestrutura, um zoneamento urbano adequado, políticas de atração de investimentos privados etc.



Um ponto fundamental é haver uma política que priorize o Arco Metropolitano para o transporte de carga. Permitir e facilitar a circulação de ônibus de passageiros e de carros de passeio no Arco pode dificultar, não só a circulação de caminhões, como também estimular uma ocupação desordenada de moradias no seu entorno, que ainda não possui zoneamento urbano adequado. Além disso, hoje a perspectiva no país já é de drástico decréscimo do crescimento populacional, o que faz os urbanistas defenderem hegemonicamente o adensamento e não a expansão urbana de moradias nos municípios.


Com 49km de viagem, a linha 3945I liga o Terminal Rodoviário Presidente João Goulart (Barcas) no Centro da cidade de Niterói ao Terminal Rodoviário Municipal de Magé no Centro da cidade de mesmo nome, atendendo ainda os municípios de São Gonçalo, Itaboraí e Guapimirim.

Dessa forma, o Arco Metropolitano deve ser uma via segregada com prioridade para o transporte de cargas e acessos estratégicos para essa finalidade.

Além do Arco Metropolitano, outra âncora fundamental na periferia metropolitana para a geração de adensamento produtivo – e para que a região deixe de ser uma região-dormitório –, é o terminal de contêiner de Itaguaí.



No município de Itaguaí existe um complexo portuário. No entanto, portos de minério são apenas áreas de passagem, que geram pouco benefício regional. Já um terminal de contêiner pode gerar grandes benefícios, em função do território existente em sua retroárea para instalação de atividades produtivas, que, nesse caso, abrange os vinte municípios da periferia metropolitana e a Área de Planejamento 5 do Rio de Janeiro, principalmente a Região Administrativa de Santa Cruz, que possui muitas áreas disponíveis para instalação de indústrias.


Com 72km de viagem, a linha 460S liga o Terminal Rodoviário do Jamelão no Mazomba (Itaguaí) ao Terminal Rodoviário Nuta James (Jardim Oceânico) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Deve-se lembrar que indústrias “gostam” de estar próximas aos terminais de contêineres, pela facilidade logística de produzir e colocar a produção em navios para entrega em outras regiões.

Entre as vantagens do terminal de contêiner de Itaguaí, está a profundidade da Baía de Sepetiba, permitindo o atracamento dos maiores navios de contêiner que circulam hoje na logística internacional marítima – o que inclusive já ocorre. Outra vantagem é o fato de o terminal não estar engargalado por uma área urbana, como ocorre nos Portos do Rio e de Santos, o que gera facilidade de acesso e de instalação de atividades econômicas em sua retroárea.



É fundamental também haver um plano para o desenvolvimento do terminal e da região que leve em conta a questão ambiental e as atividades econômicas tradicionais existentes. Igualmente fundamental é haver um planejamento portuário no estado do Rio de Janeiro que favoreça um jogo de ganhaganha entre os principais complexos portuários do estado: o Porto do Rio, o complexo de Itaguaí, o complexo portuário-industrial do Açu, o Porto previsto em Maricá e os demais portos do litoral fluminense.


Com 58km de viagem, a linha N441 liga o Terminal Rodoviário Roberto Silveira no Centro do município de Campos dos Goytacazes à Barra do Açu, no município de São João da Barra.

A mobilidade urbana é o deslocamento de pessoas e bens dentro do espaço das cidades, mediante utilização de veículos, de vias públicas e da infraestrutura disponível e, além disso, seu conceito se apoia em quatro pilares:



  •  Integração do planejamento do transporte com o planejamento do uso do solo;
  •  Melhoria do transporte público de passageiros;
  •  Estímulo ao transporte não motorizado;
  •  Uso racional do automóvel.



O transporte público na cidade do Rio de Janeiro tinha como base o bonde, enquanto a conexão com as cidades da Baixada Fluminense ocorria por meio das diversas linhas de trem que saem até hoje da Central do Brasil. A ligação com Niterói e São Gonçalo era feita por meio de barcas, ou via terrestre, dando a volta na Baía da Guanabara, passando pelo município de Magé.


Foto: Reprodução da internet

A ligação do Rio de Janeiro com o bonde era profunda, dado que foi a primeira cidade na América do Sul que organizou este tipo de serviço, no ano de 1859. Isto permitiu que, atrelado com a construção da Estrada de Ferro Dom Pedro II, onze anos depois, a expansão da cidade começasse a sair do centro.


A partir de então, as linhas saíam da zona central da cidade e iam tanto para o sul, à então longínqua Gávea, como para o norte, atingindo o pé do Alto da Boa Vista.


Com 4,5km de viagem, a linha turística liga a Estação Carioca à Parada Dois Irmão, localizada em um dos acessos à comunidade do Morro dos Prazeres no bairro de Santa Teresa. O sistema de bondes ainda possui a linha partindo da Carioca à Rua Francisco Muratori, com apenas 2km de extensão entre os dois extremos. A primeira possui 23 paradas, enquanto a segunda possui apenas 5. -  Foto: Reprodução da internet
Este foi o modelo que imperou até os anos 1950, quando o bonde começou a ser substituído, gradativamente, pelo ônibus, que já existia na cidade, mas em menor escala, se comparado com os dias atuais. Havia uma crença de que o transporte sobre pneus era moderno e sinônimo de progresso, vide a construção de milhares de quilômetros de estrada durante o governo Juscelino Kubistchek.



Foi no governo Negrão de Lima (1965 – 1970) que o bonde teve seu fim, sendo totalmente substituído pelos ônibus. A última viagem realizada por um bonde foi no ano de 1967. Desde então, o único sistema que opera na cidade do Rio de Janeiro é o de Santa Teresa, que funciona como transporte dentro do próprio bairro e conexão com o Centro.

Nos anos 1960, durante o governo Carlos Lacerda, no então Estado da Guanabara, foi proposto o Plano Doxiadis, que previa a criação das linhas Amarela, Azul, Lilás, Marrom, Verde e Vermelha. O plano foi criado pelo arquiteto e urbanista grego Constantino Doxiadis, com a intenção de abrir novas linhas do desenvolvimento urbano para a cidade do Rio de Janeiro, com previsão até o século XXI, ou seja, para mais de 40 anos a frente.


Com 31km de viagem, a linha 1487L liga o a localidade conhecida como Usina no bairro da Tijuca, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro à Praça do Pacificador, no Centro da cidade de Duque de Caxias.

A Linha Vermelha foi a primeira a ser construída em 1992, 27 anos após a apresentação do plano original, sendo concluída e inaugurada em 1994 pelo então Governador Leonel Brizola. Hoje é uma das principais rotas de entrada e saída da cidade, levando o tráfego da Zona Sul e do Centro para a Ilha do Governador e para a Baixada Fluminense e vice-versa.




A Linha Amarela, a segunda a ser construída, foi inaugurada em 1997, cinco anos após a abertura do primeiro trecho da Linha Vermelha e 32 anos depois da criação de seu plano original. Hoje é batizada de Avenida Governador Carlos Lacerda, em homenagem ao governante que encomendou o projeto. Esta via liga a região da Barra e Jacarepaguá à Zona Norte, integrando-se com a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, além das diversas saídas para os bairros que por ela são cortados.


Com 37km de viagem, a linha 2740D liga o Parque Garota de Ipanema em Copacabana, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro à Praia de Charitas, na Região Oceânica de Niterói.

A Linha Lilás conseguiu sair do papel, mas não de acordo com seu projeto original. Ela conecta o bairro de Botafogo, na Zona Sul até a Zona Portuária, no Centro. Dela fazem parte a Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras e o Viaduto 31 de Março, sendo estes ligados pelo Túnel Santa Bárbara, importante escoadouro do tráfego da Zona Sul para o Centro. Segundo Doxiadis, esta via não deveria ter interrupções, tais como cruzamentos e sinais de trânsito, todavia, ao longo do percurso na Rua Pinheiro Machado há a presença de diversos cruzamentos e sinais de trânsito, que acabam causando congestionamentos, não permitindo a concretização do projeto tal como deveria ser.




Por fim, segundo o Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro, datado de 2000, há a previsão de uma ligação entre a Linha Lilás, por meio do Viaduto 31 de Março, até a Linha Vermelha, por meio do Viaduto Engenheiro Paulo de Sousa Reis, que sai da Avenida Francisco Bicalho. Contudo, tal obra ainda não foi realizada. 


Com 226km de viagem, a linha 40 liga o Terminal BRT Jardim Oceânico na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro ao Terminal Paulo da Portela, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Entre os dois extremos, a linha realiza o Serviço Expresso, atendendo a 13 estações.

As linhas Azul e Verde, assim como a Linha Lilás, teve trechos construídos, mas não como previa o Plano Diretor. A Azul teve seu trajeto alterado, servindo atualmente para veículos do Corredor BRT Transcarioca. Já a Verde, denominada Avenida Pastor Martin Luther King Jr, não é bem uma via Expressa nos moldes do plano.

Por fim, a linha Marrom, tampouco saiu do papel até o presente momento.




O transporte sobre trilhos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem seu início no Império, com Dom Pedro II e Visconde de Mauá, quando estes iniciam as obras da primeira ferrovia brasileira, ligando o atual município de Magé a Petrópolis, em 1854.

Em 9 de fevereiro de 1855, o governo imperial celebrou um contrato com o inglês Edward Price, para construção da primeira seção da Estrada de Ferro Dom Pedro II, que ligaria o município do Rio de Janeiro a atual Baixada Fluminense. O objetivo do projeto era conectar as diversas regiões do país a então capital do Império.


A história da rota noturna sobre trilhos entre as duas maiores cidades do Brasil remonta a 1949, quando uma composição desembarcou no Brasil, vinda dos Estados Unidos, e ganhou o nome de Santa Cruz. Na época, ela partia da Estação Roosevelt, ou da Luz, no centro de São Paulo, em direção à Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Tratava-se de uma opção sofisticada que, com o passar das décadas, ficou cara demais. A linha pública foi interrompida pela primeira vez em 1991 e, no mesmo ano, um consórcio privado venceu uma concorrência para explorá-la em formato de concessão por dez anos. Reformado, e rebatizado como Trem de Prata, voltou a circular em 1994 com partidas semanais, nessa fase entre as estações Barra Funda, em São Paulo, e Barão de Mauá, também chamada de Leopoldina, no Rio de Janeiro. Em seus últimos tempos, houve ocasiões em que o Trem de Prata realizou o percurso Rio-São Paulo com menos de dez passageiros em seus vagões. A derradeira viagem ocorreu em 29 de novembro de 1998.

Foto: Reprodução da internet
Na primeira parte, almejava-se ligar os estados de São Paulo e de Minas Gerais, a partir do Vale do Paraíba. Em Minas Gerais, a estrada de ferro seguiria pelo Vale do Rio das Velhas, onde se encontraria com o Rio São Francisco, fazendo a conexão com o sistema fluvial presente, ligando o sul e o nordeste do país.




As obras tiveram início em junho de 1855 e foram concluídas em março de 1858, portanto, em menos de três anos. Neste primeiro trecho, foram construídas cinco estações, ligando a atual Central do Brasil até o atual município de Queimados, com 48 quilômetros de extensão. Posteriormente, em 1861, a expansão chegou até Paracambi, onde foi iniciado um novo ramal, com destino a São Paulo. Na segunda metade do século XIX, no ano de 1859, foi inaugurado o ramal Deodoro e em seguida, no ano de 1878, o ramal Santa Cruz, que servem até hoje como os trens suburbanos da estrada de ferro.


GE AC44i #3411-1 da MRS liderando composição carregada em Chaperó, Itaguaí/RJ - Foto: Reprodução da internet

O ramal Santa Cruz, que corta a capital do Centro até o bairro homônimo, deveria ser estendido até Angra dos Reis, sendo conhecido como “ramal de Angra”. Todavia, a expansão chegou somente até Mangaratiba, em 1914, e foi desativada em 1982. Atualmente, os trilhos que saem de Santa Cruz para seguir até a Costa Verde estão abandonados.




Todo este projeto de expansão ferroviária tinha como objeto maior a mobilidade de passageiros e cargas que vinham do interior do país para os portos na então capital, o Rio de Janeiro. De Minas Gerais, o minério que era extraído do subsolo e do Vale do Paraíba, no interior fluminense e de São Paulo, os grãos de café. Produções estas que eram exportadas para a Europa e os Estados Unidos através dos portos de Guaíba (atual porto de Itaguaí/Sepetiba), Magé (porto de propriedade do Visconde de Mauá e atualmente abandonado) e do Rio de Janeiro, no centro da capital.


Ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraíba do Sul. Ligação entre os distritos de Barão de Vassouas e Barão de Juparanã


O transporte Rodoviário

Caracterizado por ser um modelo com predominância dos ônibus, estes veículos utilizam motor à combustão, em sua maioria abastecidos com diesel e tem uso terrestre. Comparando com o modelo ferroviário, o rodoviário tem vantagens nas viagens de curta e média distância, além de flexibilidade por circular dentro da área urbana e, por fim, ter um custo de implementação menor. Basta uma via pavimentada, ou de terra, além do próprio ônibus, para que o sistema possa funcionar.


Com 39km de viagem, a linha 524B liga o Terminal Rodoviário Coronel Américo Fontenelle, no Centro da cidade do Rio de Janeiro à Nova Aurora, no município de Belford Roxo, onde havia o Terminal Rodoviário José Gonçalves Gandra. A linha possui ainda saídas do bairro Santo Antônio da Prata.
Foto: Reprodução da internet
Este modelo serve, principalmente, para alimentar outros modais, como o trem e o metrô, por exemplo.



Todavia, exatamente por ter alta flexibilidade, o modelo rodoviário não permite que haja desenvolvimento econômico por onde passa. Por correr o risco de ter seu trajeto alterado, assim como seus pontos de parada, não há como prever se a abertura de um novo negócio, por exemplo, esperando o fluxo de passageiros que por ali irão passar, será um sucesso.

Além disso, por ser um veículo desconfortável, em comparação com os trens, o ônibus também não permite a mobilidade adequada da população por todo o perímetro urbano. Portanto, caso os polos geradores de emprego estejam localizados em apenas uma região, a tendência é de maior adensamento urbano em torno destas localidades, deixando a periferia mais vazia, havendo, então, maior opção pelo modelo rodoviário.



O Transporte Ferroviário

O modelo ferroviário se diferencia por diversos fatores, o primeiro é a necessidade de obras e a exclusividade do leito onde o veículo irá passar, ou seja, os trilhos. Comparado com os ônibus, seu custo operacional é mais baixo, apesar de não ter a mesma flexibilidade, já que, para operar, necessita de estações.


Com 33km de viagem, o Ramal de Belford Roxo liga a Central do Brasil ao Centro do município de Belford Roxo. Entre os dois extremos, a linha faz parada em 19 estações. A linha possui ainda a versão "Expresso", atendendo a 10 estações.
Trem passando pelo bairro da Pavuna- Foto: Reprodução da internet

Por possuir pontos fixos, o modelo ferroviário proporciona o desenvolvimento da economia do local por onde passa, pois há a certeza de movimento dos passageiros, possibilitando a abertura de novos negócios e moradias.



O trem urbano é um veículo de transporte de passageiros operado sobre trilhos, movido por eletricidade. Vem sendo utilizado em diversas regiões do mundo para cobrir extensas áreas urbanas. Sua principal vantagem é levar milhares de passageiros, ao mesmo tempo, por grandes distâncias, em curto período de tempo, se comparado com o transporte rodoviário. Todavia, por ter menor flexibilidade, há como ponto negativo principal uma maior necessidade de transbordo.


Estação Metrô Cinelândia - Foto: Reprodução da internet

O metrô é uma das experiências de transporte urbano mais antigas, datando do século XIX, no ano de 1863, com origem em Londres. Para sua diferenciação sobre os demais meios de transporte, existem três características principais:

• Ser elétrico;
• Ser independente dos demais sistemas de transporte;
• Ter frequência constante.



Por ser um meio de transporte que, na maioria das vezes, circula pelo subterrâneo das cidades, possui uma flexibilidade muito maior para atingir os mais distintos pontos, diferente do trem urbano. Todavia, para minimizar custos das obras, algumas linhas, como por exemplo, a Linha 2 do Rio de Janeiro, são na superfície.


Metrô Rio - Composição na Linha 2 chegando à Estação Irajá - Foto: Reprodução da internet

Este meio de transporte também se qualifica por ser um modelo mais caro que os demais. Todavia, pelo fato de ser um sistema independente e possuir uma constante frequência entre os trens, possui grande eficiência operacional, o que faz valer a pena sua construção. O metrô, assim como o trem, pode carregar uma grande quantidade de passageiros de uma única vez, permitindo assim uma maior e mais rápida mobilidade da população que utiliza o sistema.



O bonde é uma versão antiga do VLT, tendo suas primeiras versões datadas do início do século XIX11, quando eram movidos por tração animal. Após evoluções tecnológicas, passou a ser movido por eletricidade ainda no mesmo século, e em alguns casos a vapor. Geralmente, sua configuração comporta em torno de 30 pessoas, em um carro aberto, circulando por trilhos e compartilhando a via com os demais veículos.


VLT Carioca - L1 Praia Formosa x Santos Dumont - Praça Mauá - Foto: Reprodução da internet
A Avenida Rodrigues Alves foi inaugurada em 1910, durante a gestão do Presidente Nilo Peçanha. A avenida foi construída em virtude das obras de construção do Cais da Gamboa, tendo sido projetada para atender ao movimento de veículos de carga que entravam e saíam do cais. Atualmente, sua principal função é escoar o tráfego proveniente da Avenida Brasil e da Ponte Rio–Niterói até o Túnel Prefeito Marcello Alencar e vice-versa.

O VLT é um transporte sobre trilhos de capacidade menor que o metrô e o trem urbano, mas comparável ao ônibus, até mesmo por circular na via terrestre, sem necessidade de abrir túneis subterrâneos para sua operação.




Os modelos mais modernos não necessitam de cabos suspensos para sua alimentação elétrica, dando mais segurança e confiabilidade ao sistema. Também pode ser considerado como uma evolução do bonde. Além disso, por ser menor e mais ágil que os transportes sobre trilhos convencionais – trem e metrô –, pode facilmente substituir os ônibus em determinadas regiões.

Atualmente, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está implementando o VLT no Centro, principalmente na Zona Portuária, como modo de desafogar o trânsito da região, com a proposta de retirar milhares de ônibus que por ali circulam diariamente. Por ser elétrico e sobre trilhos, ainda possui a vantagem de não emitir gases poluentes e preservar o asfalto – sem necessidade de trocar a malha asfáltica a cada certo período de tempo por conta do desgaste.



O Transporte Aquaviário

O modelo aquaviário é representado pelas barcas que fazem a travessia da Baía de Guanabara. É uma embarcação marítima apropriada para levar passageiros e cargas.


Terminal de Charitas - Barcas Charitas x Praça XV - Foto: Reprodução da internet
Com 8,5 km de extensão entre os dois pontos, a linha liga o Terminal da Praça XV, localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro ao Terminal de Charitas, localizado na Região Oceânica de Niterói.

Atualmente é operada pela concessionária CCR Barcas, que opera linhas entre a Praça XV, no centro do Rio de Janeiro e a Ilha de Paquetá, Cocotá (Ilha do Governador) e Niterói (Charitas e Araribóia).



Além disso, há também linha uma linha entre Mangaratiba, Angra dos Reis e Ilha Grande, na Costa Verde.
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Serviço Especial - Frescão

Nos anos 70 o sistema de transporte coletivo da cidade precisava decididamente de um meio com o poder de sedução suficiente de tirar o motorista do carro particular da ida diária ao Centro.



A conjuntura econômica tem especial influência sobre os serviços seletivos. As linhas foram criadas sob o impacto do primeiro choque do petróleo, exigindo soluções que desestimulassem o uso do automóvel particular pela classe média, à época com alto poder aquisitivo para bancar viagens mais sofisticadas. Concomitantemente, a EBTU planejou o transporte carioca a partir da dupla metrô, como transporte de massa, e o frescão, para as classes médias e altas que usariam o carro no percurso casa x trabalho.





Complementando o planejamento, a EBTU sugeria a criação de pistas exclusivas para ônibus e as garagens subterrâneas próximas às estações de metrô. As empresas vendiam pacotes semanais e mensais de passagens, fidelizando o passageiro e reforçando a boa imagem dos frescões. O sucesso da primeira geração dos frescões durou até 1981, ano que abre a "década perdida".



A crise econômica reduziu consideravelmente o poder aquisitivo dos usuários dos ônibus especiais, necessariamente mais caros. Boa parte dos seletivos foi extinta entre 1982 e 1984, restando apenas os mais tradicionais, operados pela Redentor, Real e Expresso Pégaso.

Como as obras do metrô se arrastava, como se arrastam até hoje num rítmo muito pior que nos anos 70, decidiu-se criar linhas de ônibus de padrão executivo, dos bairros para o Centro.


Os primeiros "frescões" da Pégaso, modelo Marcopolo II - Foto: Transporte Público Rio Omnibus



No dia 11 de março de 1966, através do Decreto número 1.042, é criado o serviço de ônibus especiais, estabelecendo o uso de veículos com capacidade mínima para 36 passageiros sentados, ainda sem ar-condicionado. 


Horários da Linha Santa Cruz x Mauá em 1966


Nesse ano é realizada apenas uma concorrência para adjudicação de nova linha de ônibus, ganha pela Expresso Pégaso, que em agosto, com frota de 6 ônibus rodoviários, inaugura a linha Praça Mauá x Santa Cruz, via zona sul e Barra da Tijuca, iniciando a operação da empresa.



O bairro de Santa Cruz, antes somente atendido por trens suburbanos, ganhava sua primeira linha de ônibus com acesso direto ao centro da cidade.

Em 1973 os primeiros coletivos surgiram, levando o cidadão de classe média a um novo universo em termos de transporte público dentro da cidade, ar-condicionado, poltronas reclináveis de couro (sintético, é claro), veículos silenciosos e macios, motoristas educados, rodo-moças, e ausência de pontos de embarque e desembarque, fora os terminais.

As primeiras linhas foram resultado de uma concorrência pública do governo da Guanabara, o alvo era terminar com a balburdias dos carros estacionados em todos os lugares do Centro.




Marcopolo II Mercedes Benz O-355-6 1974 - Foto: Reprodução da internet

A primeira linha do serviço de ônibus seletivo, inicialmente com 6 ônibus com ar-condicionado e poltronas reclináveis, operados pela Viação Redentor, na linha Castelo x Pça Barão da Taquara via Grajaú – com 36 km de extensão em viagem de 50 minutos e tarifa de 4,20 Cr$



Dois anos depois o serviço estava popularizado pela cidade, havendo várias linhas. A Redentor ficou com a Baixada de Jacarepaguá, A Pégaso com a Z. Oeste, a Real com a Z. Sul , a Paranapuam com a Ilha, a Aplha com grande Tijuca, e a Acari com grande parte dos Subúrbios. Além de outras empresas que operavam uma ou duas linhas para os bairros da Leopoldina e Z. Norte.



De forma geral, as linhas especiais seguiam as áreas operacionais das empresas, com algumas exceções. Por exemplo, Caprichosa e Três Amigos passaram a operar no Centro, enquanto a Matias e a Viação Acari rodaram a Castelo x Campo dos Afonsos.





Com o passar dos anos muitas linhas foram sendo extintas ou fundidas com outras, algumas empresas passaram suas linhas para as que dominavam o serviço de ônibus especiais na região, e muitas linhas foram abandonadas pela pouca rentabilidade, principalmente nos priemeiros anos da década de 80, com o início da perda do poder econômico da classe média. 


Frescões - Foto: Foi um Rio que passou

Até o lamentável fim dos Frescões para a Z. Norte em 1985. Os ônibus da Real em suas linhas da Z. Sul transportaram em julho de 1978 mais de 500 mil pessoas, um número impressionante, num cenário pré-metro.


Avenida Rio Branco no final da décadas de 70 - Foto: Reprodução da internet
Linhas como a Castelo x Bairro Peixoto, extinta com alegada pouca demanda por volta de 84, transportaram nesse mês mais de 70 mil passageiros, isso tendo passando pelo bairro as linhas com destino ao Leblon, São Conrado, Bar 20 e Posto VI essa transportando impressionantes 100 mil passageiros. Os frescões chragavam a para na Av. Erasmo Braga, transformada em terminal para parte das linhas de ônibus especiais, que não cabiam dentro do Terminal Menezes Cortes, sub dimensionado para os coletivos, pois se pensou primordialmente em lojas e garagem para automóveis.






Terminal Rodoviário Erasmo Braga

Construído e inaugurado na década de 50, o terminal abrigava as linhas de ônibus do Castelo até o início da década de 60, quando em 1962 foi transformado em terminal de trólebus.

Terminal Erasmo Braga antes de se transformar no ponto inicial das linhas de ônibus elétricos da CTC em 1962. - Foto: Reproduçã da internet

Modelo Carbrasa urbano de 1959 da empresa Auto Diesel servindo a antiga linha 200 Castelo / Marechal Hermes (atual 378), então no ponto de embarque do Terminal Erasmo Braga, no Castelo - Foto: Classical Buses

Nos anos 70 o terminal se torna um canteiro de obras para dar lugar ao novo terminal, o Terminal Garagem Menezes Cortes, inaugurado em 1973.


Terminal Garagem Menezes Cortes

O Terminal Garagem Menezes Côrtes, ou simplesmente Terminal Castelo foi construído em 1973, atendendo às linhas de frescões que foram inauguradas naquele ano. A obra foi concluída em 1º de maio de 1973, e foi de responsabilidade da FTREG (Fundação dos Terminais Rodoviários e Estacionamentos da Guanabara).



O terminal é diferenciado dos demais por abrigar apenas ônibus seletivos (com poltronas estofadas e reclináveis e/ou ar-condicionado) com destino a vários pontos da Região Metropolitana, com isso, recebeu o apelido de Terminal dos Frescões (apelido criado pela população carioca pelos ônibus do tipo).

Durante os dias úteis, são fornecidas linhas rodoviárias com destinos as Zona Oeste, Niterói, Maricá, Baixada Fluminense e Região Serrana.


Construção do edifício garagem Menezes Cortes - Foto: Reprodução da internet

Localizado no Centro da Cidade, o terminal fica próximo a uma estação de metrô (Estação Carioca), Estação de VLT (Estação Carioca) e uma estação de barca (Estação Praça XV). A inauguração do então chamado Edifício Garagem Menezes Côrtes ocorreu em 1973, substituindo o antigo Terminal Rodoviário Erasmo Braga, com o objetivo de retirar os automóveis nas ruas para organizar o trânsito nas imediações.






Terminal Rodoviário Erasmo Braga - Foto: André Decourt

Desde então, por sua fácil acessibilidade por todas as regiões da cidade (através do metrô no Largo da Carioca e da barca) e por estar situado na região central (mais próximo, assim, da Perimetral e do Aeroporto Santos Dumont), o terminal mantém a tradição de realizar apenas viagens curtas para alguns pontos do estado.

A viagem mais longa atualmente é a com destino à Nova Friburgo, em um trajeto de 159 km. O terminal não atende a nenhum outro estado brasileiro assim como não faz viagens ao interior.



Criada em 1998, a TGMC S.A. deixou de ser propriedade do Estado após um leilão de privatização realizado no mesmo ano. Em 2000, a empresa deu entrada no processo de abertura de capital e suas ações passaram a ser negociadas em Mercado de Balcão Organizado.



Edifício Garagem Menezes Cortes - Foto: TGMC SA

O único ativo da TGMC S.A. é também o prédio onde funciona a empresa, no Centro do Rio de Janeiro. O complexo, distribuído em 16 andares, possui cerca de 100.000 m² e abrange a operação de 235 lojas comerciais, no Térreo e na Sobreloja, além de cerca de 3.500 vagas de estacionamento. A base do prédio, onde funciona o Terminal Rodoviário, é alugada à CODERTE, estatal vinculada à Secretaria de Transportes do Governo do Rio de Janeiro.




Do 2º ao 14º andar localizam-se as vagas de estacionamento, enquanto a universidade Estácio ocupa o 15º piso e o 16º andar recebe a administração da TGMC S.A.


O serviço de frescóes era dividido por áreas operacionais de serviço:


AS-1 Real Auto Ônibus

Castelo x Copacabana
Castelo x Jardim de Alah
Aeroporto Internacional x São Conrado
Castelo x Leblon
Castelo x São Conrado
Castelo x Bairro Peixoto
Castelo x Leme
Rodoviária x Leblon
Estrada de Ferro x General Osório






AS-2 Transportes São Silvestre Ltda

Castelo x Hotel Nacional
Rodoviária x Laranjeiras
Rodoviária x Hotel Nacional
Castelo x Urca




AS-4 Auto Viação Alpha

Castelo x Usina
Castelo x Grajaú
Castelo x Grajaú via Vila Isabel




AS-5 Rodoviária Âncora Matias Ltda

Castelo x Engenho de Dentro




AS-6 Auto Viação Três Amigos

Castelo x Vicente de Carvalho
Castelo x Penha




AS-7 Viação Forte SA

Castelo x Vaz Lobo
Castelo x Vila da Penha



AS-8 Caprichosa Auto Ônibus

Castelo x Vista Alegre
Castelo x Irajá




AS-9 Viação Acari SA

Castelo x Campo dos Afonsos
Castelo x Oswaldo Cruz
Castelo x Vila Valqueire
Castelo x Cascadura
Castelo x Madureira via Meier






AS-10 Auto Diesel SA

Castelo x Bento Ribeiro
Castelo x Pavuna
Castelo x Anchieta




AS-11 Viação Redentor

Castelo x Taquara
Castelo x Praça Seca
Castelo x Freguesia




AS-12 Viação Campo Grande

Castelo x Santíssimo
Castelo x Senador Camará




Antiga Linha 2122 Castelo x Santíssimo; operada pela Transportes Campo Grande, que nesta época também operou a Antiga Linha 2121- Castelo x Senador Camará na década de 1980



AS-13 Expresso Pégaso

Castelo x Campo Grande
Castelo x Santa Cruz




AS-14 Transportes Paranapuan

Castelo x Bananal
Aeroporto Internacional x Santos Dumont
Castelo x Bancários
Castelo x Cocotá
Castelo x São Conrado





Serviço Executivo

Os ônibus Marcopolo, da primeira geração, que ficaram no imaginário do carioca, por seu formato peculiar e particularidades com o letreiro iluminado na traseira dos carros com os dizeres “ar-condicionado” sofreram muito com a encampação no governo Brizola, praticamente virando sucata. Pelos investimentos do governador no Metrô e nos ônibus especiais o caudilho devia achar que a classe média deveria usar o carro, engarrafando ainda mais a cidade, e trazendo o caos para o Rio, que pelo visto era o objetivo do governante.


Também nos anos 90, o Grupo Rubanil operou o serviços nas linhas 1077 Castelo x Madureira, 1088 Passeio x Vista Alegre, 1099 Passeio x Pavuna e  1201 Passeio x Irajá - Foto: Acervo Cia de Ônibus

Um capítulo especial foi escrito pelos executivos, em realidade os ônibus rodoviários sem ar. Iniciadas em 1990-91, as linhas executivas são a base do atual sistema:



1045 - Castelo x Vila Valqueire via Av. Suburbana, atual 2345.



1045 Castelo x Vila Valqueire via Norte Shopping
1051 Castelo x Engenho de Dentro (EXPRESSO)
1094 Castelo x Vila Valqueire via Marechal Hermes
1095 Castelo x Pavuna
entre várias outras rotas, nasceram nesta época.



Em dezembro de 1990, a Viação Ideal estreou no serviço seletivo com onbze unidades do modelo CMA Flexa Azul I em suas linhas que partem da Ilha do Governado para o Castelo.
O serviço funcionava de segunda à sexta-feira de 5:45 às 22hs. Com partidas em diversos horários.



A venda de passagens era antecipada, havendo bilhetes diários, semanais e quinzenais, com direito ainda à reserva do assento. A venda das passagens era realizada no Supermercado Paes Mendonça do Jardim Carioca - Ilha do Governador.



CMA Flecha Azul I, montado sobre o chassi Scania K112CL.
A conturbada conjuntura do Governo Collor, com o bloqueio dos cruzados novos e a escassez de álcool, forçou uma alternativa barata para os usuários de veículos particulares. A estabilização da economia causada pelo Plano Real, na segunda metade dos anos 90, faz surgir um novo mercado para serviços especiais.



As renovações das linhas indicam esta tendência: se antes o padrão era franciscano, agora os novos ônibus têm ar-condicionado e poltronas mais confortáveis. O consumidor, com mais dinheiro para escolher o serviço que melhor lhe atende. Muitas empresas reduzem as tarifas, lançam novas linhas ou lançam mão de micros para reduzir os intervalos e segurar o passageiro.



Nos anos 2000 novas mudanças transformam o sistema. Atualmente, os serviços especiais sofrem a sólida concorrência do transporte alternativo, além da queda no padrão dos ônibus utilizados.



Em muitos casos a demanda potencial existe, mas há problemas com a tarifa aplicada e a operação. Em outros, como havia na Zona Sul, o excesso de linhas dispersa a demanda e dificulta a prestação do serviço. Por fim, há a substituição dos ônibus convencionais pelos frescões, como fez a Oeste.





Padronização da frota

Em novembro de 2010 surgiram novas regras para os ônibus da cidade do Rio de Janeiro. Entre as mudanças, além da identificação das frotas por cores padrão, estão a implantação de câmeras de vídeo, tacógrafos eletrônicos e o uso do rastreador GPS para acompanhar a movimentação da frota.



Em 2013 a Prefeitura do Rio determinou a padronização do layout dos ônibus do tipo frescão que circulam na cidade, dando continuidade ao processo iniciado com a padronização dos ônibus urbanos em 2010. O objetivo da nova identidade visual é uniformizar a frota a fim de facilitar a identificação dos coletivos e harmonizar a paisagem urbana.



A cor predominante dos frescões passa a ser o azul, com pintura de faixa colorida e indicação alfanumérica para diferenciar os consórcios, conforme detalhamento abaixo:



A - Consórcio Intersul (Zona Sul) - Amarelo
B - Consórcio Internorte (Zona Norte) - Verde
C - Consórcio Transcarioca (Barra, Jacarepaguá e Recreio) - Azul
D - Consórcio Santa Cruz (Zona Oeste) - Vermelho



Além disso, a nova padronização conta com identificações adesivadas do serviço executivo instaladas na traseira, frente, laterais e capota superior externa. Os ônibus rodoviários também dispõe de ar-condicionado e equipamentos de acessibilidade.


Empresas Seletistas

Em 2011 surge a Premium Auto Onibus a partir de uma cisão das linhas do antigo serviço rodoviário da Real Auto Ônibus, ficando a Real Auto Ônibus com o serviço urbano, e a Premium Auto Ônibus com o serviço executivo.




Outra empresa criada para operar as linhas executivas foi a Expresso Recreio, que estreou os serviços em linhas da região da Barra da Tijuca e Recreio oriundas da Expresso Pégaso no anos de 2014. Criada em cisão de parte da Expresso Recreio, a qual adquiriu as linhas, em menos de um mês em operação se desvinculou totalmente da Expresso Pégaso e passou a ser administrada apenas pelo Grupo Guanabara, mas precisamente pelo Subgrupo Braso Lisboa.







Referências Bibliográficas

DETRO - Departamento de Transporte Rodoviário, CODERTE - Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais,, Transporte Público Rio Omnibus, Foi um Rio que Passou, Bus Serviços de Agendamento SA, Marcelo Almirante, DGTC - Departamento Geral de Transportes Concedido, Expresso Recreio, Ônibus Brasil, Laurobus Barbosa, Ônibus Antigos e Modernos das empresas do Rio de Janeiro, Cia de Ônibus, Rio ônibus Antigo, Terminal Garagem Menezes Côrtes S.A., Ônibus em Debate, Transporte Público Rio Ômnibus, Super Carioca, Fotolog, Flogão Ônibus Antigo, Viação Ideal, Jornal Extra Online, Rio Ônibus.
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