Caminhos Industriais: Região Metropolitana - Cidades dormitórios e a expansão demográfica

O Rio de Janeiro possui um território com características próprias, a mais marcante delas é o fato de ter passado por vários “ESTADOS JURÍDICOS”. O Rio de Janeiro já abrigou a capital do país, de 1763 até 1960, quando o Distrito Federal se transferiu para Brasília.

O bairro de Guadalupe já foi conhecido pelo nome de Fundação, numa referência indireta ao Conjunto Habitacional Presidente Getúlio Vargas, construído às margens da Avenida das Bandeiras, entre 1953 e 1954. A região onde se localiza Guadalupe pertencia à Fazenda Boa Esperança, na Freguesia de Irajá, de propriedade da família Costa Barros. As terras, nas cercanias do Rio Sapopemba, deram origem, também, aos bairros de Costa Barros, Barros Filho e Honório Gurgel. O bairro já teve um parque industrial bastante significativo, com indústrias como a Pimaco, a Brasvit. a Eternit, a Remington Rand e a Sidney Ross (Melhoral). Hoje, essas indústrias estão dando lugar a grandes empreendimentos comerciais, supermercados e shoppings.

Entre 1960 e 1975 constituiu o estado da Guanabara (a cidade do Rio de Janeiro era capital de si mesma), quando ocorreu a fusão deste com o antigo estado do Rio de Janeiro, que tinha como capital Niterói. Assim, só em 1975 foi institucionalizado o território do atual estado do Rio de Janeiro.

Com a anexação do estado da Guanabara ao antigo estado do Rio de Janeiro, Niterói perdeu seu status político-administrativo e passou a exercer apenas a função de sede municipal, sofrendo um esvaziamento considerável de sua economia. Mas, no geral, diz-se que a constituição desses inúmeros estados jurídicos, que outrora separaram a atual cidade do Rio de Janeiro do restante do estado, provocou uma cisão espacial que marcou para sempre a história do estado.


Por várias décadas após a anexação e, inclusive, nos dias de hoje, é comum ouvirmos a afirmação de que não existe uma relação de identidade entre a região metropolitana e o interior, e que a falta dessa relação mais estreita, de identificação, tem atrapalhado o desenvolvimento socioeconômico do Rio de Janeiro.

O conceito do projeto de construção da Ponte Rio-Niterói remonta a 1875, visando a ligação entre os dois centros urbanos vizinhos, separados pela baía de Guanabara ou por uma viagem terrestre de mais de 100 km, que passava pelo município de Magé. À época havia sido concebida a construção de uma ponte e, posteriormente, de um túnel. Entretanto, somente no século XX, em 1963, foi criado um grupo de trabalho para estudar um projeto para a construção de uma via rodoviária. Em 29 de dezembro de 1965, uma comissão executiva foi formada para cuidar do projeto definitivo de construção de uma ponte. O Presidente Costa e Silva assinou decreto em 23 de agosto de 1968, autorizando o projeto de construção da ponte, idealizado pelo ministro dos transportes, Mário Andreazza, sob a gestão de quem a ponte foi iniciada e concluída.


A fusão dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975, ocorreu a partir da criação da Lei Complementar nº 20, de 1º de julho de 1974. Capítulo II. Seção I. Art. 8º Os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara passarão a constituir um único Estado, sob a denominação de estado do Rio de Janeiro, a partir de 15 de março de 1975. A cidade do Rio de Janeiro será a capital do estado.


Com a divisão do Brasil em capitanias hereditárias, ainda no século XVI, a atual área do Rio de Janeiro abrangia as capitanias de São Tomé e São Vicente. Essa parte do litoral atraiu a cobiça dos franceses que, em 1555, invadiram a baía de Guanabara e fundaram a França Antártica. Para conseguir expulsar os franceses e marcar a posse do território, a expedição de Estácio de Sá iniciou o povoamento, com a fundação da cidade do Rio de Janeiro.

A partir da primeira metade do século XX, com o estabelecimento de indústrias na região da Avenida Dom Hélder Câmara, o Jacaré, passa a ser urbanizado e ocupado. É nesse período que surge no bairro, a favela do Jacarezinho. Já na década de 1920, grandes empresas com a General Electric (GE) ocupavam a região e empregavam mais da metade dos moradores do Jacarezinho. Já na década de 1920, grandes empresas com a General Electric (GE) ocupavam a região e empregavam mais da metade dos moradores do Jacarezinho. O espaço hoje considerado como bairro do Jacare ganhou este status administrativo em 1981 e, em 1992 foi a vez do Jacarezinho. O espaço hoje considerado como bairro do Jacare ganhou este status administrativo em 1981 e, em 1992 foi a vez do Jacarezinho.


No início do século XVII, foram doadas muitas sesmarias em terras do Rio de Janeiro, onde se cultivava a cana-de-açúcar e se criava o gado. Foi nesse período que as capitanias que formavam parte das terras do atual estado do Rio de Janeiro foram reunidas em uma só capitania, dando origem à capitania do Rio de Janeiro. Mas foi apenas no século XVIII, com a descoberta do ouro na região das Minas Gerais, que o Rio de Janeiro adquiriu maior importância no contexto nacional. Até então, o Rio de Janeiro era apenas mais uma das províncias que servia aos interesses da Coroa.

Após a descoberta do ouro, foi aberto o chamado “Caminho Novo” que passou a ligar Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Quando a cidade do Rio de Janeiro se tornou o principal porto de saída do ouro em direção à Metrópole, ela foi alçada à capital do Brasil (em 1763), substituindo Salvador no cargo de capital do vice-reinado. A chegada da Família Real, em 1808, e sua pronta instalação na cidade do Rio de Janeiro, apenas serviu para fortalecer a nova função da cidade. No novo caminho do ouro, surgiram centros urbanos na área do atual estado do Rio de Janeiro, como Vassouras e Paraíba do Sul.

Todas funcionavam em torno das atividades auríferas, mas, com o esgotamento das lavras e de sua decadência, no início do século XIX, a população teve de se voltar para as atividades agropecuárias. Foi o que aconteceu na Baixada Campista, que acabou se especializando na lavoura canavieira.

Por volta de 1950, algumas poucas pessoas se fixaram à região. Neste época, a urbanização era escassa, não havia fornecimento de energia elétrica nem de água potável. A rua Embaú, atual rua principal, não era asfaltada, a estrada ainda não havia sido pavimentada. A paisagem era composta de muitos coqueiros e terrenos cobertos por mato. Neste período, a pesca de peixe e camarão no Rio Acari era a principal atividade econômica das famílias da região. Em 1956 o Projeto de Arruamento e Loteamento Misto, Proletário e Industrial, a 229 metros da rodovia Presidente Dutra, entre o rio Acari e a rua Embaú, resulta em 7 ruas. O projeto foi implantado na propriedade da empresa “Ferrometais Colombo Comércio e Indústria S.A., por isso o nome “Parque Colúmbia”. Em 1960 o Projeto de Loteamento Popular (PAL 23173) no lado ímpar da rua Embau, na propriedade da empresa “Mercúrio Engenharia Urbanização e Comércio Ltda”, dá origem a 7 ruas e à Praça Somália. O bairro foi criado oficialmente pela Lei Nº 1787 em 23 de abril de 1999 com a alteração do bairro da Pavuna.

No século XIX, ocorreu também a expansão do cultivo do café, que se iniciou no Rio de Janeiro, ocupou várias áreas de baixada em torno da baía de Guanabara e as encostas mais próximas. Usando mão-de-obra escrava, o café passou da Baixada Fluminense para o Vale do Paraíba. Alguns portos – como Angra dos Reis e Parati – ligados ao Vale do Paraíba por caminhos estreitos, que desciam a Serra do Mar, alcançaram grande prestígio econômico. Esses portos entraram em decadência quando a ferrovia passou a levar as exportações para o porto do Rio de Janeiro e para o de Santos. Com a era cafeeira, o Rio de Janeiro se fi rmou não só como capital política e administrativa, mas também como capital econômica e cultural.


Caminhos abertos na região do médio Vale do Paraíba fluminense e de seus arredores.

O café criou condições para a industrialização, dando bases fi nanceiras, infra-estrutura de transportes e de energia, proporcionando o desenvolvimento do setor de serviços – bancos, comércio, transporte urbano etc.


O crescimento industrial no Brasil até 1930 caracterizava-se pela concentração espacial no Sudeste. No censo de 1920, 65,3% da produção industrial brasileira concentrava-se nessa região e, desse total, o Rio de Janeiro participava com 28,2%. Nessa época, o Rio de Janeiro possuía:

• expressivo mercado consumidor, pois a cafeicultura tinha atraído grande contingente populacional e formado numerosa classe média urbana;

• grande contingente de mão-de-obra;

• rede ferroviária eficiente para a época;

• energia elétrica – o grupo Ligth and Power Company eletrificou a cidade em 1905;

• uma significativa rede bancária e comercial.

O Conjunto Fazenda Botafogo foi criado juntamente com o Distrito Industrial que leva o mesmo nome no final da década de 1970. O conjunto possui 86 prédios com 40 apartamentos cada, dando uma estimativa de 17.000 moradores. Além dos edifícios que compõem a Fazenda Botafogo, existem ainda as casas do IAPC de Coelho Neto. A Fazenda, datada da segunda metade do século XVIII, recebeu este nome por causa do Sr. Botafogo (sobrenome), e a ele foi “doada” em gratificação pelos serviços prestados à Coroa. Confrontava a leste com as terras da Fazenda e Engenho Nossa Senhora da Conceição de Pavuna, o oeste com as terras da Fazenda e Engenho Nossa Senhora de Nazareth, ao Sul com a Fazenda da Boa Esperança, e ao norte com a Freguesia São João Batista de Merity. O local foi uns dos maiores produtores de açúcar e aguardente da Baixada de Irajá durante alguns períodos. Teve diversos proprietários anteriormente, mas, na segunda metade do século XIX, seria da família Coutinho. Por volta de 1883, aparece em cena o Sr. Luis de Souza da Costa Barros, que seria sobrinho de Ignácio Coutinho e herdaria a casa-sede da fazenda oficialmente em 1887.


Além disso, nessa época, o Rio de Janeiro já contava com cerca de 1 milhão de habitantes (São Paulo tinha apenas 100 mil), pois abrigava a capital e o maior porto do país. O Rio de Janeiro abre, portanto, o século XX como a capital do principal produtor de café do mundo. No entanto, foi necessário resolver certas contradições espaciais para que pudesse concretizar sua importância no contexto nacional e mesmo internacional.


O prefeito Pereira Passos realizou uma grande reforma urbana (1902-1906), a maior transformação já feita até esse momento no espaço carioca. A nova sociedade que se desenvolvia, de certa forma, exigia mudanças, tais como:

• o aparecimento de um novo e elitista meio de transporte, o automóvel, que não condizia com as carroças e animais que circulavam no centro da cidade;

• a presença das sedes dos poderes político e econômico no centro da cidade, que contrastava com os quarteirões de cortiços habitados por trabalhadores urbanos pobres;

• a população expulsa dos cortiços e aquela que era atraída para a cidade pelo desenvolvimento industrial e pelos empregos na construção civil passaram a ocupar, efetivamente, os subúrbios menos assistidos pelo estado e fi zeram da favela uma alternativa de moradia próxima aos locais de trabalho.

Queimados elevou-se à condição de distrito por duas vezes. Até 1911, a sede do distrito era Marapicu, quando a Lei 2.008 a transferiu para a localização atual, o que não durou muito, pois em 1919 retornou a Marapicu. Cinco anos mais tarde, estabeleceu-se definitivamente na atual sede do município. A expansão urbana se deu “no balanço do trem” e a expansão da malha ferroviária da Estrada de Ferro Central Brasil foi a grande indutora de núcleos habitacionais pela periferia metropolitana. As terras da área que até então cumpriam uma função essencialmente agrária são parceladas e vendidas. A chegada da indústria alterou a estrutura espacial e transformou esta “cidade dormitório” em localidade economicamente dinâmicas. Essas transformações geram uma profunda recontextualização do espaço urbano, onde a cidade caracterizada historicamente como uma “periferia marginalizada”, carente de infraestrutura. Localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra, Km 197, sentido São Paulo x Rio de Janeiro, o Distrito Industrial de Queimados foi fundando em 1976 e iniciou a comercialização de lotes em junho de 1978.O Distrito privilegia-se com uma localização estratégica no eixo Rio x São Paulo e a proximidade do acesso ao Arco Metropolitano, que liga os portos de Itaguaí e Itaboraí, o que o torna um dos mais importantes polos industriais e de logística do estado.


Assim, o espaço geográfico do Rio de Janeiro, como nos demais centros industriais do mundo, passou a ser organizado para atender à nova ordem social, ou seja, às duas novas classes sociais do país, a burguesia industrial e o operariado. Criaram-se vilas e bairros que separavam nitidamente patrões e empregados. Nessa época, surgiram os bairros de São Cristóvão, Laranjeiras, Gávea e Bangu. Muitos trabalhadores viviam em cortiços ou em favelas e, assim, o poder econômico estabeleceu uma segregação espacial marcante. A distribuição espacial da indústria no estado do Rio de Janeiro obedeceu à direção das vias férreas. Com a construção das ferrovias D. Pedro II, linha auxiliar, Leopoldina Railway e Estrada de Ferro Rio d’Ouro, estruturaram-se os subúrbios cariocas.


Após a Segunda Guerra Mundial, a expansão metropolitana ocorreu em direção às rodovias BR-040 (Rio–Petrópolis–Juiz de Fora), BR-116 (trechos da Rio–São Paulo e, mais tarde, Rio–Magé–Teresópolis) e à Baixada de Jacarepaguá, povoando a Baixada de Sepetiba com os núcleos de Campo Grande, Santa Cruz, Itaguaí e Mangaratiba. De 1930 até o final dos anos 1950, começou o processo de parcelamento e venda de terras férteis da Baixada Fluminense e da região do município de São Gonçalo, anteriormente usadas no cultivo da laranja e outras culturas.


O crescimento da periferia metropolitana realizou-se sem qualquer planejamento ou investimentos em equipamentos e serviços de infraestrutura básicos que pudessem acompanhar o crescimento da população e do PARCELAMENTO FUNDIÁRIO. A partir da década de 1950, houve maior controle do governo do estado sobre as áreas centrais da capital e uma política de remoção de favelas, especialmente daquelas localizadas em bairros nobres, o que acelerou ainda mais o processo de ocupação da periferia metropolitana, que passou a abrigar também a população expulsa das áreas mais nobres da capital.

O Bairro Bom Pastor é cortado por um afluente do rio Sarapuí. No princípio, o meio de transporte utilizado eram as carroças. A primeira linha de ônibus foi à empresa Continental. Atualmente, o bairro é servido pelas empresas Flores, Rio D’Ouro e Transportes Santo Santonio. O Bairro possuía uma lagoa, porém foi aterrada. No embalo de industrialização, surge em Belford Roxo um complexo industrial capitaneado pela Bayer do Brasil, fundada em 10 de junho de 1958, gerando novas oportunidades de trabalho para a Baixada Fluminense. A Bayer do Brasil despontou rapidamente como a principal indústria da região de Nova Iguaçu, e se alinhou lado a lado entre os três complexos industriais mais importantes da região metropolitana, ao lado da Refinaria Duque de Caxias e da Cosigua. Além da Bayer S.A., destacavam em Belford Roxo a Lubrizol Aditivos, Real Brasil e Termolite, entre outras. Com a implantação da indústria Termolite no Bom Pastor, surgiram benefícios como ruas asfaltadas e saneamento básico. Hoje o bairro possui cerc de 40 mil moradores e faz limites com os bairros do Jardim Redentor, Barro Vermelho, Marcovaldi, Vila Pauline e Retiro Feliz.


Assim, a região metropolitana do Rio de Janeiro surgiu como conseqüência da expansão industrial e do natural deslocamento de grande contingente populacional em direção à periferia metropolitana. As atividades industriais e alguns serviços se espalharam em direção à Baixada Fluminense e para o lado oriental da baía de Guanabara, onde se destacam hoje os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.


Sobre as características da expansão urbana a partir dos eixos rodoviários, podemos dizer que:

• no eixo I, a expansão ocorre em direção aos municípios de Itaguaí e Mangaratiba, antes dominados pela atividade rural, mas que hoje vêm recebendo atividades como a indústria e o turismo;

• no eixo II, a expansão se dá em direção à Baixada Fluminense, com alta densidade demográfica, principalmente de população de baixa renda e predomínio de atividades secundárias e terciárias;

• no eixo III, a expansão se verifica rumo aos municípios de Niterói, São Gonçalo e Região dos Lagos, onde o turismo e a atividade industrial se destacam;

• a expansão da metrópole pelo Recôncavo da Guanabara (área em torno da baía de Guanabara) ocorreu principalmente ao longo das vias de circulação (rodovias, ferrovias) que facilitavam o contato com a metrópole.

Localizado há 25 quilômetros do Centro de Duque de Caxias a principal porta de entrada para o Jardim Anhangá é a Rodovia Rio-Teresópolis, no km 138. Em 2010, 80% de suas ruas ainda não eram asfaltadas, e o bairro possuía diversos problemas relativos ao abastecimento de água. O Arco Rodoviário Metropolitano liga Itaboraí ao Porto de Itaguaí contornando o município do Rio de Janeiro e facilitando o escoamento da produção da orla oriental da baia da Guanabara. O projeto de construção do Arco visa a atrair a atividade industrial da metrópole para o seu entorno. Essa obra teve início em 2007  e faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) , sendo o projeto (a obra) executado por trechos. Embora seja uma obra atual, esse projeto foi criado em 1974, com a definição da rodovia RJ-109. Essa criação foi praticamente simultânea à criação da FUNDREM (Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio e Janeiro, Decreto-Lei n°1 de 15 de março de 1975). Inicialmente, o projeto foi denominado Anel Rodoviário, sendo alterado para o conceito arco de “ligação”. Sendo assim, essa obra em projeto demorou praticamente 40 anos para sua conclusão.

A PORTARIA N.º 176/83 da FEEMa delimita e classifica Zonas de Uso Estritamente Industrial - ZEIS, Zonas de Uso Predominantemente Industrial - ZUPIS, e estabelece tipologia industrial para a região metropolitana do Rio de Janeiro, de acordo com a Lei Complementar n.º 14, de 08/06/73, com o Art. 10, incisos I e II, Parágrafo 1º, da Lei Federal n.º 6.803, de 02/07/80, e Arts. 2º e 5º da Lei Estadual n.º 466, de 21/10/81.

Ficam classificadas então como Zonas de Uso Estritamente Industrial e Zonas de Uso Predominantemente Industrial, na Região Metropolitana, as áreas abaixo relacionadas:


No Município de Duque de Caxias

- Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Campos Elíseos/Xerém;

ZUPI de Duque de Caxias;

ZUPI de Mantiquira;

ZUPI de Sarapuí;


A instalação da refinaria era sabida desde 1952 quando a Comissão Nacional do Petróleo (CNP) determinou os locais no país onde as refinarias seriam implantadas. Muitos foram os fatores que favoreceram a implantação de uma refinaria em Duque de Caxias. O país vinha num acelerado projeto industrializante e a voga era o aumento do refino do petróleo, até então a única opção na área petrolífera do país. A região de Campos Eliseos dispunha de muita água corrente do Sistema Saracuruna, de prospecção a partir de Xerém, no 4º distrito do município duquecaxiense.Sua localização estratégica, com excelente acessibilidade pela rodovia BR-040, capaz de interligar Minas Gerais e São Paulo ao Rio de Janeiro foi preponderante e as iniciativas desenvolvimentistas que culminaram no Plano de Metas do governo de Juscelino corroboraram para a implantação da refinaria. A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) foi (re)inaugurada pouco antes da primavera de 1961, exatamente no dia 9 do mês de setembro daquele ano. A margem da rodovia Washington Luís, na antiga Vila Actura, hoje Campos Elíseos.


— Zonas de Uso Estritamente Industrial (ZEIs):

ZEI Distrito Industrial de Duque de Caxias;

ZEI Refinaria de Duque de Caxias.


No Município de Itaboraí

- Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Areal;

ZUPI de Itambi;

ZUPI de Manilha;

ZUPI de Rio Aldeia;

ZUPI do Rio Várzea;

ZUPI de Tanguá;

ZUPI de Venda das Pedras.


Inicialmente, a região de Itambí era apenas uma terra de índígenas, até a chegada dos colonizadores, que lá se estabeleceram e deram o nome àquela região pertencente ao recôncavo do Rio de Janeiro, mantendo o topônimo indígena de origem tupi que significa Ita = pedra, e Mbi = alto, erguida, alçada, ou seja, “Pedra em Pé”. Esta denominação era dada a toda área que hoje compreende o município de Itaboraí. Itambi teve um barão chamado Cândido José Rodrigues Torres, que possuía um casarão na Praia de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro. O Barão de Itambi, um dos responsáveis pela criação da Estrada de Ferro Cantagalo, recebeu o título de barão em 17 de Julho de 1872, em referência à povoação homônima de Itambi. Ele era irmão de Joaquim José Rodrigues Torres, o Visconde de Itaboraí. Hoje itambi é caminho de acesso para o COMPERJ.


— Zona de Uso Estritamente Industrial (ZEI):

ZEI do Rio dos Duques.


No Município de Itaguaí

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Águas Lindas;

ZUPI de Coroa Grande;

ZUPI de Seropédica.


— Zona de Uso Estritamente Industrial (ZEI):

ZEI da Companhia Siderúrgica Nacional.


No Município de Magé

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Inhomirim; ZUPI de Magé;

ZUPI de parada Modelo.

Raiz da Serra, 6º Distrito de Magé, já contou com uma grande indústria de tecidos: a Cia. América Fabril, que deu origem à localidade de Pau Grande. O local, distante três quilômetros e meio da estação de trens da Raiz da Serra, foi rapidamente adquirido e o início das obras ocorre em 1871. O único acesso ao local vinha pela Raiz da Serra, através do caminho existente entre o Morro Velho e o Rio Caioaba-Mirim, passando pelo Cemitério criado pela Fábrica de Pólvora da Estrela. Naquele caminho foi construído o portão de entrada da companhia. Junto ao portão havia uma secular e gigantesca árvore que, abalada pelas obras no local e pelo intenso tráfego de equipamentos pesados, despencou sobre o caminho, retardando as obras e causando grandes transtornos aos responsáveis pela nova indústria. Devido ao seu porte gigantesco a árvore era chamada de pau grande. Pouco tempo depois este nome passou a identificar também a localidade que ali se formou. Em 1873, surgiu, construída pela nova indústria, uma pequena estrada de ferro ligando Pau Grande a Raiz da Serra. Em 1875 os trabalhos de instalação são concluídos e Companhia de Tecidos Pau Grande (CTPG), inicia suas atividades. A 20 de fevereiro de 1883 é inaugurado o trecho ferroviário Raiz da Serra - Petrópolis, agilizando o escoamento dos produtos da CTPG. Em 1884 a Leopoldina promove o entroncamento da sua linha com a do Barão de Mauá em Piabetá. A CTPG não se limitava à fabricação de tecidos. Tinha também, na Cachoeira , sob contrato de sistema meeiro com alguns agricultores particulares, grandes áreas com plantações de mandioca, milho, feijão, batata, cebola e hortaliças em geral e, ainda, a criação de caprinos, bovinos e suínos que o operariado adquiria a preços módicos. Tudo isso, aliado à grande produção de uma olaria ali instalada, passa a requerer um transporte adequado entre Pau Grande e Cachoeira, e a CTPG estende sua mini-ferrovia até aquele local por volta de 1895, o qual, seguia em direção à Cachoeira, chegando à olaria e aos sítios agrícolas dos meeiros, onde recolhia seus produtos.


No Município de Niterói

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Niterói.


No Município de Nova Iguaçu

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Belford Roxo;

ZUPI de Comendador Soares;

ZUPI de Nova Iguaçu;

ZUPI de Queimados;

ZUPI de Santa Rita.

No início da década de 30, Nova Iguaçu estava sobo governo do Cel. Alberto Soares de Sousa e Melo; mas devido a Revolução de 1930, o município passou por muitas transformações políticas. A impossibilidade de posse do candidato que ganhara a sucessão presidencial, Júlio Prestes, eleito em março de 1930, demonstrou que o momento político era de incerteza, o que levou as classes políticas do município a se organizar emtorno do movimento revolucionário. Um exemplo disso foi a nomeação de Sebastião de Arruda Negreiros para prefeito de Nova Iguaçu, pelo então interventor do Estado do Rio de Janeiro, Plínio Casado. Seu primeiro mandato foi marcado pela criação de estradas no município, entre elas a Estrada Dr. Plínio Casado, a Estrada Nova Iguaçu-Anchieta e a Estrada de Santa Rita, todas voltadas para o escoamentodas laranjas. A partir da "crise da laranja", Nova Iguaçu passou a se concentrar num processo de industrialização, beneficiado pela facilidade de escoamento da produção graças, especialmente, às rodovias que cortam o município, entre elas a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra). Além disso, nessa época era possível encontrar com facilidade amplos terrenos a preço baixo e mão de obra barata. Nova Iguaçu passou então a contar com um significativo parque industrial e uma grande atividade comercial.


— Zona de Uso Estritamente Industrial (ZEI):

ZEI do Distrito Industrial de Nova Iguaçu (campo Alegre);

ZEI de Belford Roxo.


No Município de Petrópolis

— Zona de Uso Predominantemente Industrial (ZUPI):

ZUPI de Luiz Winter.


No Município do Rio de Janeiro:

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Acari/Vigário Geral;

ZUPI de Bangu;

ZUPI de Bonsucesso/Penha;

ZUPI de Camorim;

ZUPI de Campo Grande;

ZUPI de Curicica;

ZUPI de Del Castilho/Inhaúma;

O Jardim Palmares recebeu esse nome devido a grande quantidade de palmeiras que existia no local. Devido ao crescimento populacional, o que era antes apenas um conjunto, hoje é considerado um sub-bairro, criado em 17 de outubro de 1966 pelo Instituto de Previdência do Estado da Guanabara e inaugurado em 28 de outubro de 1967 pelo governador do estado Francisco Negrão de Lima. O projeto foi iniciado no fim do governo de Carlos Lacerda para atender aos funcionários públicos de baixa renda e os ex-militares combatentes na Segunda Guerra Mundial. Utilizando os terrenos da área, foram construídas moradias, inicialmente para pensionistas do estado. O distrito industrial de Palmares, situado no quilômetro 50 da Avenida Brasil, um dos principais acessos a cidade do Rio de Janeiro, destinava-se a atrair indústrias das áreas saturadas do município. O Distrito Industrial situa-se em duas glebas separadas pela Avenida Brasil numa área industrial de 497.110,11 m², que está totalmente ocupada. A área deste distrito foi adquirida em 1972 pela COPEG e depois da fusão passou para administração da nova CODIN (1976). O funcionamento do distrito industrial exigiu a implantação da drenagem dos lotes industriais; rede distribuidora de água potável; sistema de telecomunicações; sistema de energia elétrica, rede e estação de tratamento de esgotos sanitários.

ZUPI de Guaratiba;
ZUPI de Guadalupe;

ZUPI de Inhoaíba;

ZUPI de Jacarepaguá;

ZUPI de Jacaré-Manguinhos;

ZUPI de Palmares;

ZUPI de Santa Cruz;

ZUPI de São Cristóvão;

ZUPI de Taquara.


— Zonas de Uso Estritamente Industrial (ZEIs):

ZEI do Distrito Industrial de Campo Grande;

ZEI do Distrito Industrial da Fazenda Botafogo;

ZEI do Distrito Industrial de Palmares;

ZEI do Distrito Industrial de Santa Cruz.

Rio Bonito é cortado pela Rodovia BR-101, estrada federal que liga o Estado do Rio a praticamente todo o País, e possui ainda a RJ-124 (Via Lagos), ligando-o à Região dos Lagos. Pela sua privilegiada localização e seu variado comércio, Rio Bonito tem servido de referência para a região, sendo ponto de compras para municípios vizinhos com Silva Jardim e Tanguá, por exemplo. É a cidade pioneira na Região em incentivos fiscais para empresas prestadoras de serviços. Desde 1998 oferece vantagens como descontos e isenções. O Condomínio Industrial, situado às margens da BR-101, no km 49, com uma área de 378.900,00m², a proximidade do futuro Complexo Petroquímico de Itaboraí e a posição geográfica da cidade contribuíram significativamente para esse desenvolvimento.

No Município de São Gonçalo

— Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI Costeira;

ZUPI de Guaxindiba;

ZUPI de Tribobó/Alcântara.

A localidade recebeu o nome Guaxindiba ainda no século XVII, por causa do rio Guaxindiba, o principal rio da cidade de São Gonçalo. Guaxindiba é uma palavra indígena, Tupi, que significa "planta aquática de beira de rios". Pertence à família das malváceas, cujo nome científico é Kydia brasiliensis. Esta planta era muito comum na região, mas encontra-se atualmente em extinção ou praticamente extinta.  No período colonial houve a penetração de portugueses pelo rio Guaxindiba, ocupando a região dividindo-a em sesmarias, dando origem à engenhos de cana-de-açúcar e fazendas, também pela de produção de citricultura, principalmente de laranjas. Tais fazendas foram o início de um processo de transformação de Guaxindiba e São Gonçalo em uma área agrícola. O processo de ocupação do bairro veio em 1933, após a instalação em 1924, da Fábrica de Cimento Portland, de origem inglesa, que depois veio a ser denominada Fábrica de Cimento Mauá, numa área que hoje pertence ao bairro Bom Retiro. Esta fábrica acelerou algumas mudanças na paisagem natural do local, não somente pelas suas atividades produtivas, mas pelo porto particular construído, pelo canal aberto no curso do rio Guaxindiba, como também um ramal de trem ligando a fábrica à estação de trem de Guaxindiba, cujo ramal ligava a fábrica de Cimento Mauá às jazidas calcárias em São José, Itaboraí. A localidade é citada no projeto de expansão do metrô, sendo projetada como a "última estação", composta ainda por um pátio para a manutenção e a saída de um ramal de serviço para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), no município vizinho de Itaboraí.


No Município de São João de Meriti

 — Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPIs):

ZUPI de Coelho da Rocha;

ZUPI de São João de Meriti.


A presença de extensas áreas de topografia suave ou plana e a inexistência de formas de relevo que impedissem as comunicações terrestres entre a metrópole e seu recôncavo constituíram fatores importantes para a ampliação do espaço urbano nessa direção. As águas da baía de Guanabara, permitindo o transporte marítimo, e mais tarde a ponte Rio–Niterói foram também fatores decisivos para a integração de vários municípios à metrópole carioca.


As características naturais da região metropolitana e os problemas ambientais decorrentes de sua ocupação são uma importante questão a ser tratada quando buscamos entender as transformações ocorridas no espaço original dessa área do estado. A maioria dos rios que deságuam na baía de Guanabara tem suas nascentes na serra do Mar. Quando as águas desses rios descem pelos terrenos inclinados das escarpas da serra (suas águas ainda são cristalinas) e encontram as áreas de baixada, acabam recebendo grande quantidade de poluentes. Essa é uma das causas da atual situação de degradação da baía de Guanabara, que apresenta um forte ASSOREAMENTO dos rios e alto índice de contaminação das águas da baía. A contaminação se dá tanto pelos sedimentos fluviais, como pelo esgoto domiciliar e industrial, produzido numa área com elevado número de habitantes e estabelecimentos produtivos.

Até 09 de julho de 1789, a freguesia de N. S.ª da Ajuda de Guapimirim pertenceu à Vila de Santo Antônio de Sá, incorporando-se então ao de Magé, face à autonomia alcançada nessa data. Em 1865, lei prov. n.º 1309 de 29 de dezembro, transfere a sede da freguesia para o Arraial do Bananal, atual “Parada Modelo”, onde havia uma capela. Guapimirim, que esteve recolhida no marasmo do tempo, recebe, no entanto, grande impulso após a inauguração, em 19 de setembro de 1908, da Estrada de Ferro Teresópolis, obtendo condições de exportar para os grandes centros sua produção cafeeira e as lavouras de sustentação como a de milho, mandioca, arroz, feijão e outros, até então realizadas em escala mínima. No início da década de 60, Modelo recebe uma unidade da Companhia Industrial de Papéis, filial da unidade de Alcantara, em São Gonçalo. Para entrar em atividade, a fábrica dependia do funcionamento de um potente gerador de eletricidade. Nessa época, Guapimirim não tinha, ainda, luz elétrica. Em 1961, quando terminou a construção e montagem da fábrica, havia a dependência da instalação da rede elétrica, que dependia na época, do governador Roberto Silveira, que por questões políticas não autorizou a expansão da rede elétrica para Guapimirim, e, que só veio a acontecer no governo Celso Peçanha em janeiro de 1962. A extensão da rede de Augusto Vieira (atual jororó) para Modelo foi integralmente custeada pela fábrica que, em 1963 estendeu a rede elétrica por toda Guapimirim, através da sua subestação de energia, dando início ao desenvolvimento de Guapimirim. Naquele ano, a fábrica passou a se investir em loteamentos, e novos condomínios foram criados, atraindo pessoas de fora da cidade. Em 1994 a fábrica foi vendida à Klabin.


A orla costeira da baía já foi recoberta, em grande parte, por manguezais, que correspondem a uma das vegetações mais ricas do planeta. No entanto, essas áreas foram sendo aterradas para a expansão do sítio urbano, iniciando-se a partir da área central da cidade do Rio de Janeiro, indo em direção à zona sul. Para que vias de circulação de automóveis e aeroportos fossem construídos, uma parcela considerável da área dos manguezais foi sacrifi cada, tudo em nome do progresso, da vida moderna.


Outra riqueza abundante outrora, no território fluminense, são as florestas. Muito se fala hoje da Mata Atlântica, a floresta que recobre as encostas da serra do Mar voltadas para o oceano Atlântico e uma das poucas formações naturais citadas especifi camente pela Constituição Brasileira, em seus dispositivos sobre proteção ambiental. A Mata Atlântica abriga uma grande variedade de árvores e arbustos. Desde o período colonial, essa mata foi, em parte, devastada em busca de madeiras nobres para a construção de casas, igrejas e engenhos. Mas a grande devastação veio com a construção de ferrovias e rodovias ligando o planalto ao litoral, por ocasião da expansão da urbanização, principalmente.


O contínuo desenvolvimento de Petrópolis, sobretudo de suas atividades produtivas, se intensificaria com a formação de uma colônia alemã. Levados principalmente para trabalhar na colônia agrícola, os alemães logo perceberam que tal atividade produtiva não se desenvolveria trataram de se ocupar de trabalhos no comércio da cidade, na fabricação de laticínios e artesanato e em obras de infraestrutura. Ainda que as diversas solicitações à Casa Imperial acerca do estímulo à industrialização de Petrópolis não tivessem surtido muito efeito, iniciou-se, ainda em meados do século XV, a instalação de indústrias maiores por parte dos industriais cariocas, que frequentavam Petrópolis sazonalmente. Em 1873, fundava-se a primeira indústria têxtil em Petrópolis, a Imperial Fábrica São Pedro de Alcântara, no quarteirão Rhenania Inferior, sendo a primeira indústria de grande porte em Petrópolis. Em 1874, foi fundada pelo cubano Bernardo Caymari a Cia. Petropolitana de Tecidos, maior complexo fabril de Petrópolis (já no atual segundo distrito, Cascatinha). Outra centralidade importante é a forte concentração de fábricas nos quarteirões Palatinato Superior e Villa Theresa. Esse arranjo espacial se explica com a proximidade da linha férrea que vinha do Porto da Estrela até o Alto da Serra. Esse ramal ferroviário tinha a função de transportar matérias-primas para Petrópolis e o produto industrializado para o Rio de Janeiro.


O Grande Rio é uma grande metrópole, a segunda mais industrializada do país. Entretanto, essa magnitude espacial, que cresceu sem ordenamento e planejamento, trouxe à região metropolitana problemas imensos, como podemos destacar a seguir:

• desigualdade na distribuição da renda;

• altos índices de criminalidade;

• favelização em ritmo crescente, sem saneamento básico;

• agravamento da poluição da baía de Guanabara;

• falta de políticas integradas, sobretudo, nas áreas de saúde e transportes.

Em Tanguá, é instalada, em 1920, a Usina Tanguá, pela firma Brandão Filho, que comprou as terras da antiga Fazenda Tanguá. A partir desta, foram sendo adquiridos engenhos e fazendas próximas e em Rio Bonito e Silva Jardim, para prover o fornecimento de cana-de-açúcar e de lenha para as suas caldeiras. Até 1933, a Usina Tanguá era a única destilaria de álcool anidro existente no Brasil. A centralidade que a usina desempenhou em nível local, como maior empregador da região e estimulador do afluxo de pessoas para o trabalho no plantio e no corte da cana, levou à criação, em 1924, de uma nova região administrativa em Itaboraí: Tanguá. Com a crise econômica internacional de 1929, as atividades da Usina foram afetadas e, no ano seguinte, a firma Grillo Paz & Cia arrematou-a em um leilão, gerando uma nova fase dessa indústria. A usina produzia açúcar, álcool e melaço, e a produção era vendida em Niterói e no Rio de Janeiro. O açúcar era adquirido pela Refinaria Piedade, que produzia o açúcar União, pela Usinas Nacionais, produtora do açúcar Pérola, e pela Fábrica Ramiro. Além das refinarias, indústrias de refrigerantes como a Indústria de Refrigerantes Flexa, em São Gonçalo, e a Fábrica de Coca-Cola e Benevides & Cia, de Rio Bonito, eram abastecidas pela Usina Tanguá. A usina dispunha de residências para seus funcionários e promovia festas e concursos com prêmios. Nas proximidades de seu escritório, foram construídas uma praça e um cinema. Além de filmes, exibidos nos sábados e domingos, ali eram realizados bailes e apresentações musicais. A falta de investimento na renovação tecnológica foi apontada como fator primordial do declínio da usina. A última moagem ocorreu em 1970. Suas terras passaram a ser loteadas, gerando vários bairros do atual município: entre outros, Vila Côrtes, Bandeirantes I e Bandeirantes II. Algumas fazendas transformaram-se em criadouros de gado leiteiro. Em 1981, foram vendidas as últimas fazendas e lotes e a empresa encerrou suas atividades, fechando seu escritório local.

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