Guapimirim evoluiu diretamente a partir da implantação do transporte ferroviário, sendo inclusive um dos exemplos mais claros de como os trilhos estruturaram seu crescimento urbano.
A chegada da Estrada de Ferro Teresópolis, no fim do século XIX, marcou um novo ciclo econômico, facilitando o escoamento da produção e atraindo trabalhadores que ajudaram a consolidar a ocupação local.
Ao longo das décadas, a ferrovia tornou-se eixo central da mobilidade, conectando o município a outras regiões e moldando seu território por meio de estações, vilas e estruturas operacionais. Esse legado ainda resiste no ramal em operação, mesmo com limitações.
Entretanto, no entorno da estação de Guapimirim, o cenário atual revela um contraste marcante. No pátio e na antiga oficina anexa, locomotivas e vagões permanecem abandonados, expostos à ação do tempo e sem qualquer perspectiva de recuperação. Essas estruturas, que já sustentaram a dinâmica ferroviária local, hoje representam não apenas o desgaste material, mas também o descaso com um patrimônio de relevância histórica.
A permanência desses equipamentos em estado de abandono reforça a necessidade de iniciativas voltadas à preservação e ao reaproveitamento, resgatando o valor simbólico e funcional de um sistema que foi fundamental para o desenvolvimento da mobilidade fluminense.