Caminhos da Serra: Maciço de Itatiaia e Serra da Pedra Selada

Essa escarpa ocupa, no território fluminense, apenas um pequeno braço do escarpamento principal, que se estende do Maciço de Itatiaia até a garganta de Passa-Vinte, sendo denominada serra da Pedra Selada.


No alto da Serra da Mantiqueira está o Pico da Pedra Selada. A pedra dá nome ao Parque Estadual da Pedra Selada, um corredor verde que começa no Parque Nacional do Itatiaia e protege várias nascentes que abastecem o Rio Paraíba do Sul. A Serra Pelada está localizada em Área de Proteção Ambiental na zona rural com a beleza dos campos de pastagens e de áreas remanescentes da mata atlântica. No distrito resendense da Pedra Selada estão as localidades rurais da Bagagem, Capelinha, Fumaça, Lote 10, Pedra Selada, Rio Preto, Serrinha e Vargem Grande.

Nessa garganta, o rio Preto, que 
forma a divisa com o Estado de Minas Gerais, é capturado por uma importante linha de fraqueza estrutural de direção N-S, formando um vale estrutural que atravessa o front da Escarpa da Serra da Mantiqueira, colocando-a, portanto, em território mineiro a partir desse trecho.


A pequena e charmosa vila de Penedo foi fundada em 1929 como a única colônia finlandesa no País. A influência dos imigrantes finlandeses foi muito forte e até hoje é possível desfrutar um pouquinho dessa rica cultura europeia.


Consiste num relevo de transição entre a depressão interplanáltica do médio vale do rio Paraíba do Sul e o planalto do alto rio Grande, em território mineiro.

Na escarpa da serra da Pedra Selada, situam-se os formadores dos rios Pirapetinga e da Pedra Preta, que drenam para o rio Paraíba do Sul, e o seu reverso montanhoso é drenado por pequenos tributários do rio Preto.

Essa unidade é caracterizada por um alinhamento montanhoso bastante elevado, alçado por tectônica, sendo que sua linha de cumeada sustenta altitudes entre 1.100 e 1.400m, atingindo mais de 1.700m (Pico da Pedra Selada – 1.755m).

Com natureza preservada, dentro de uma área de proteção ambiental e na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia encontra-se as 3 vilas: Vila de Mauá, Vila de Maringá e Vila da Maromba. Com abundância de cachoeiras, rios e piscinas naturais de águas límpidas e cristalinas, neste cenário bucólico, Maromba é um encantador povoado, cuja pequenas casas lembram tradicionais povoações rurais mineiras, apesar de estar localizado no Estado do Rio. Possui artesanato típico, pousadas, bares e restaurantes. Diversas trilhas levam até cachoeiras e poços do Rio Preto. A praça central é ponto de encontro de turistas e moradores.

Atinge, em média, desnivelamentos superiores a 800m em relação à superfície colinosa do Vale do Paraíba e superiores a 400m em relação ao nível de base do rio Preto.

Em direção a leste, aproximando-se das localidades de Fumaça e Falcão, a serra da Pedra Selada torna-se menos elevada, perdendo seu aspecto monolítico devido à influência de lineamentos estruturais de direção N-S, que promovem um desgaste erosivo mais acentuado nesse trecho do escarpamento.

Os índios Puris foram os primeiros habitantes desta região. No ano de 1788, os nativos sobreviventes dos confrontos com os brancos foram confinados na Aldeia de São Luis Beltrão. Esta aldeia foi elevada a Curato e depois à freguesia de São Vicente Ferrer, sendo mudada também sua sede para onde permanece até hoje. Em 15 de dezembro de 1938, por meio de decreto, passou a se chamar Vila da Fumaça, 7º distrito de Resende, em homenagem à cachoeira existente no local, na qual podemos observar uma neblina de fumaça em sua maior queda. Nesta região surgiram as primeiras plantações de café no Vale do Paraíba, introduzidas pelo Padre Couto.

Registram-se vales estruturais de direção N-S tanto no setor leste da serra da Pedra Selada, quanto nas zonas colinosas, e degraus serranos adjacentes. A serra da Pedra Selada não consiste apenas em um contraforte serrano, mas integra o Sistema Mantiqueira.

Delimita-se com a depressão colinosa do médio vale do rio Paraíba do Sul, onde se assenta a localidade de Pedra Selada.

Desmembrado do distrito de Fumaça em 1853, a localidade recebeu, em 1943, o nome de Ibitigoaia, passando logo depois, em 1944, à sua denominação atual: Pedra Selada, apesar de a população ainda chamar a localidade de Vargem Grande.


Nesta região surgiram as primeiras plantações de café no Vale do Paraíba, introduzidas pelo Padre Couto. Da fazenda de Antônio Bernardes Bahia saíram as primeiras sementes para o cultivo do café na região meridional fluminense e também para os municípios paulistas de Bananal e Areias. Resende também difundiu a cultura para o Oeste Paulista, através da lendária Caravana Pereira Barreto, que levou para lá mudas do Café Bourbon, cultivado na Fazenda Monte Alegre, em Vargem Grande.

Após o declínio da cultura cafeeira, os fazendeiros locais começaram a vender suas terras por preços irrisórios - situação que só foi superada com a vinda dos mineiros que compraram as fazendas, implantando aqui a pecuária leiteira. Hoje, além de razoável produção leiteira, a localidade produz manteiga, queijo, alguns cereais e tubérculos.

As Três Bacias são também conhecidas como Banheira de Pedra. Cercada pela mata nativa, ela é formada por três pequenas quedas formando, em cada uma delas. As Três Bacias estão localizadas no bairro da Fazendinha, no Alto Penedo. Apesar de ser pequena, a região possui grandes atrações turísticas nos arredores, como o Parque de Itatiaia e as vilas de Visconde de Mauá. O Alto Penedo é composto pelas localidades do Jambeiro I e II, África II; Vale do Ermitão e Fazendinha, todas situadas às margens do Ribeirão das Pedras.


O nome Visconde de Mauá homenageia Irineu Evangelista de Sousa, barão e depois visconde, que recebeu as terras da região em 1870, como concessão do governo imperial para exploração de madeira, que seria transformada em carvão vegetal. Em 1889, ainda no Império, seu filho, Henrique Irineu de Souza, instalou nas terras um núcleo colonial, formado por famílias de imigrantes europeus.


A iniciativa fracassou e a maior parte dos colonos retornou aos países de origem. Em 1908 o governo federal compra as terras de Henrique e cria o Núcleo Colonial Visconde de Mauá, segunda tentativa de receber colonos europeus. Este núcleo acaba extinto em 1916. Algumas famílias alemãs permaneceram em Visconde de Mauá e, a partir da década de 1930, começaram a receber parentes e amigos vindos da Europa, iniciando a atividade turística na região.


As vertentes estão protegidas por densa cobertura florestal, principalmente nas áreas mais eleva- das com relevo mais imponente.


A região ficou famosa sob o nome de apenas uma das vilas – Visconde de Mauá – nome que na verdade abrange toda a região e abriga diversas vilas (incluindo Penedo) e vales nos pés da Serra da Mantiqueira. Duas das vilas mais próximas entre si, Maromba e Maringá disputam os visitantes que buscam lugarejos pequenos, cachoeiras e o friozinho da serra. Ao subir a serra a primeira vila é Visconde de Mauá. Depois de 5 Km está a vila Maringá. Até aqui a estrada é sinuosa, porém toda asfaltada. Mais 3 Km para a frente vem a vila Maromba, mas esse último trecho é de terra e cascalho. Em Maringá tem uma ponte que separa a vila, de um lado é Minas e do outro é Rio.

RJ-151 | RJ-163 Estrada Parque

Com 185 quilômetros de extensão, a RJ-151 é uma das principais vias do Sul Fluminense. Margeando a divisa dos estados do Rio e Minas Gerais, a rodovia começa em Comendador Levy Gasparian, no Centro-Sul, e termina em Maromba, no município de Itatiaia.


O governo investiu R$ 65,9 milhões na implantação da primeira estrada-parque do estado na região de Visconde de Mauá. Foram pavimentados os trechos das RJ-163 e RJ-151, entre Capelinha, em Resende, e Vila de Maringá, em Itatiaia, passando por Visconde de Mauá. Com essas obras, o percurso da Via Dutra aos distritos encurtou em mais de uma hora e meia. Além disso, a melhoria impulsiona a economia de Mauá.

RJ-151 entre as vilas de Mauá e Maromba - Foto: Blog Assomar

Os serviços incluíram drenagem, pavimentação, terraplanagem e alargamento de pista e foram executados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). Ao todo, foram investidos R$ 7,2 milhões. A obra poderá impulsionar o crescimento turístico da região, além de servir de alternativa ao tráfego proveniente da Zona da Mata de Minas Gerais. No ano passado, o governo do estado entregou a pavimentação do trecho da estrada entre Visconde de Mauá e a Vila de Maringá, em Itatiaia.


Na obra, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) usou o asfalto-borracha, a mesma tecnologia usada na pavimentação da RJ-122 (Guapimirim-Cachoeiras de Macacu). O chamado asfalto ecológico já se tornou referência para o mundo. A pavimentação dos 35 quilômetros da RJ-122 rendeu o Prêmio Mundial de Melhor Obra, da Federação Internacional de Rodovias, na categoria manutenção e restauração. O material tem durabilidade 50% maior do que a do asfalto convencional, com um custo 30% menor. O asfalto comum dura, no máximo, 10 anos e o asfalto-borracha, 20. Ele diminui o ruído da roda na superfície e o espaço de frenagem também é menor. As melhorias na estrada são importantes porque permite ao turista circular com mais rapidez e segurança e desfrutar melhor dos atrativos das vilas de Mauá, Maringá e Maromba, que compõem a região turística de Visconde de Mauá. 

No distrito de Engenheiro Passos, na parte sudoeste da Região do PNI encontra-se instalada a Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) da INB com uma área de 600 ha. A instalação abriga a área administrativa da empresa, o Centro Zoobotânico e laboratórios para o desenvolvimento de atividades industriais relacionadas ao ciclo do combustível nuclear.


Paulatinamente, o Município de Resende teve seu território reduzido. Finalmente, em 1988, o distrito de Itatiaia foi oficializado como Município e, em 1995, Porto Real também foi institucionalizado como Município deixando o grupo de distritos pertencentes a Resende. Atualmente o Município é constituído de cinco distritos: Resende, Agulhas Negras, Engenheiro Passos, Fumaça e Pedra Selada.

Engenheiro Passos, distante 31 km do centro, tem como marca registrada a presença dos hotéis-fazenda, instalados em sedes antigas de grandes propriedades rurais. Os casarões atestam a opulência e a prosperidade econômica da época do café no Vale do Paraíba e conciliam conforto com a tradicional comida caseira, rios, cachoeiras e a vida natural do campo, com passeios a cavalo e de charrete.


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